🔥 Adeus Arch, Olá Xubuntu: Backup, Instalação Limpa e a Ressurreição dos Serviços

O autor detalha a migração de um servidor doméstico do Arch Linux para o Xubuntu minimal. O processo incluiu a criação de um backup estruturado de configurações, WordPress, Cloudflare e servidores de Arma Reforger. A nova instalação priorizou ajustes de desempenho e uma configuração limpa do hardware.

Os serviços foram reativados utilizando containers Podman para o WordPress e scripts otimizados para o gerenciamento do Arma Reforger. Além disso, a ferramenta de monitoramento do servidor foi refatorada de .NET para Python, resultando em um sistema mais leve e com dashboards dinâmicos para o acompanhamento de métricas.

Sabe aquela sensação de aposentar uma distro que funcionava perfeitamente só porque a FOMO bateu? Pois é. Meu servidor doméstico rodava Arch há anos — WordPress, Cloudflare Tunnel e os servidores de Arma Reforger de boas — e eu decidi que ia trocar tudo por um Xubuntu minimal. Por quê? Porque sim. Porque a gente faz essas coisas.

Mas aí veio o medo real: perder a configuração de anos de um jeito irreversível. O /home morava num HD de 1TB, o sistema num SSD de 480GB, e a ideia era jogar tudo num SSD e mandar o HD virar mero depósito de arquivos. Se eu errasse o backup, era Game Over sem continue.

O Backup Essencial: Meu Save Game

Antes de qualquer coisa, montei o /home/backup-essencial — o save game do servidor. Tudo o que fosse necessário pra restabelecer os serviços numa instalação limpa, organizado por pastas:

  • 00-sistema — pacotes instalados, units do systemd, SSH, bootloader e sysctl (o famoso 99-game-server.conf)
  • 01-wordpress — os arquivos do site, prontos pra importação
  • 02-cloudflare — o serviço do tunnel com o token salvo (ninguém quer reconfigurar isso do zero)
  • 03-arma — configs, perfis e scripts dos servidores de Arma Reforger
  • 04-monitor-arma — o monitor com o dashboard
  • 05-usuario — dotfiles e coisas do usuário (~421MB de bagagem)
  • 06-documentacao — inventário, guia de restauração e o relatório da migração
  • 07-setup-xubuntu — scripts de pacotes e tweaks gerados a partir do lspci real da máquina

O detalhe que salvou minha pele: os tweaks não foram copiados do Arch de forma cega. Foram gerados pra máquina e pra distro nova, olhando o hardware real. Arch e Xubuntu são distros diferentes, e config de uma não é config da outra — quem copia tudo cegamente tá pedindo pra chorar.

Instalação Limpa e os Tweaks

Com o backup pronto, bora formatar. Xubuntu minimal instalado, SSH de volta, e a lista de tarefas pós-boot:

  • GRUB sem quiet e sem splash — quero ver o boot inteiro, como Deus manda
  • Nala configurado com 8 downloads simultâneos (porque esperar é proibido)
  • Locale pt_BR.UTF-8 com en_US de fallback
  • Governor de CPU em performance via service do systemd, irqbalance e cpupower
  • Sysctl herdado do Arch mas revisado pro novo sistema
  • SSD e memória com tweaks de performance, firmwares e módulos conferidos pro hardware
  • Fstab limpo — sem nenhuma menção ao HD, que agora só é montado esporadicamente com um helper manual

E sim, teve investigação de por que o consumo de memória tava alto no Xubuntu. Porque Linux é assim: você troca de distro e ganha um novo mistério de graça.

A Reativação: WordPress e Cloudflare

O Cloudflare Tunnel voltou com o token do backup, instalado como serviço e ativado no boot. Sem drama.

O WordPress foi a parte divertida. Primeira tentativa: copiar os arquivos do backup direto. Resultado? “Erro ao estabelecer uma conexão com o banco de dados”. Fiz o que qualquer pessoa sã faria: apaguei tudo, instalação limpa e migrei o banco de dados. Aí veio a página em branco clássica (obrigado, tema bestwp), as imagens em destaque que só apareciam na homepage… mas depois de umas boas refatoradas, o site voltou com thumbs e tudo funcionando.

O melhor: tudo rodando em containers com Podman — MySQL, PHP-FPM e Nginx. Sem gambiarra de pacote global, sem medo.

Os Servidores de Arma Reforger de Volta

O backup do /ARMA foi copiado, o SteamCMD instalado e os scripts refatorados. A lógica é linda: o armaX é o template — ele recebe os binários atualizados do servidor de Arma Reforger, e os scripts de update fazem rsync pra arma1, arma2, arma3 e por aí vai. Sem downloads redundantes, sem perder tempo.

Os addons do arma2 (sim, 46GB de mods) foram copiados de volta e os servidores voltaram a ficar de pé — ativados manualmente, como manda o manual do bom administrador caseiro. Atualização de template e servidores também é manual, porque automação demais tira a graça (e o controle).

O Monitor Que Nasceu de Novo

O arma-monitor era um projeto .NET que vivia me dando trabalho. Perguntei o óbvio: “o dotnet é realmente necessário?” — e a resposta foi um sonoro NÃO. Refatorei tudo pra Python puro, sem dependência pesada, e o dashboard (porta 8088) ganhou vida nova:

  • Cards dinâmicos de CPU, RAM, jogadores online e mods
  • Nome e modelo da CPU exibidos no card
  • “Jogadores Online” que expande e colapsa conforme entra gente no servidor — testei logando e meu nick apareceu na hora
  • Servidor offline mostra só SERVIDOR OFFLINE, sem métricas inúteis
  • Lista de mods conferida com o ArmA HQ, batendo certinho
  • Card de atualização dinâmico no rodapé

No fim das contas, a troca de distro foi tipo trocar de tênis: deu trabalho, teve uns tropeços, mas agora tá tudo rodando e até mais leve. Já fez uma migração dessas? Conta nos comentários qual foi a maior roubada que você passou — e se quiser, eu detalho o backup essencial ou a refatoração do monitor num post só disso.

Author: Ieso Nagata

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